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Viralizando reflete sobre as videoaulas como plataforma de ensino pela internet

Youtubers incentivam a aquisição de conhecimento pelos meios digitais

Estudar através das redes sociais pode se tornar um hábito divertido, segundo a professora Rafaela Lima e a atriz Belle Hendges, convidadas do apresentador Alan Ribeiro no programa Viralizando que vai ao ar excepcionalmente nesta quarta (11), às 22h15, na TV Brasil.

Durante o bate-papo, as youtubers explicam como jovens podem aprender de forma lúdica por meio de vídeos na web. Elas refletem sobre entretenimento e educação ao levantar aspectos relacionados às diferentes maneiras com que as novas gerações consomem conteúdo.

Ciências e Literatura são disciplinas que às vezes tiram o sono de muitos alunos, mas as convidadas conseguiram desmistificar essas matérias e criaram canais na internet em que esses assuntos fazem sucesso Brasil afora e até no exterior.

Enquanto a professora Rafaela Lima promove videoaulas no canal Mais Ciências, com foco nos temas do Ensino Fundamental, a atriz e youtuber gaúcha Belle Hendges utiliza a plataforma para discutir obras literárias e incentivar a leitura em um canal que leva seu nome. Ela também compara os livros aos filmes baseados nos textos originais.

Aprender conteúdos científicos de forma lúdica

Professora de Ciências e de Biologia, Rafaela Lima explica como desenvolveu o espaço na internet para questões que abordava em sala de aula. No canal Mais Ciências, a educadora posta aulas, traz dicas e apresenta curiosidades sobre o tema. De uma forma lúdica, ela mostra que a ciência está no cotidiano das pessoas.

"Percebi que a internet poderia ser uma ótima ferramenta de aprendizagem para o estudo formal da escola. Meus alunos comentaram que gostariam de ter videoaulas, mas a dimensão do canal ampliou quando estudantes de outras instituições e até professores e alunos de licenciatura passaram a curtir e compartilhar o material", destaca ao lembrar a interação com gente de Portugal e Angola também.

Apesar de dar aulas tanto para o Ensino Fundamental como para o Médio, a professora dedica o canal para os adolescentes mais novos que ainda estão fazendo sua formação básica. "A linguagem é voltada para o público de 11 a 16 anos. Já existe bastante coisa sobre Enem. O boom foi para o pré-vestibular. Mas agora, crianças e adolescentes também estão acessando mais", analisa.

"Resolvi entrar em um nicho pouco explorado. Você não encontra no Youtube muitos canais dedicados ao Ensino Fundamental. Os alunos agradecem muito", comenta a professora Rafaela Lima sobre o retorno que recebe dos estudantes que visitam seu canal. "Eles dizem que querem ser youtubers e produzir conteúdo", completa a educadora.

"A educação no Youtube nunca vai substituir a sala de aula"

Rafaela Lima conta ainda como concilia o trabalho formal de professora nas instituições de ensino com a organização do conteúdo para as aulas veiculadas pela internet. "Em geral são mais de 30 tempos por semana em colégios públicos e particulares. Então é preciso planejamento. É um desafio", conta a educadora que pretende postar um ou dois vídeos por semana no canal, atividade que acaba ficando em segundo plano diante dos compromissos docentes que prioriza nas escolas.

A convidada também discute o ambiente de aprendizagem. "O problema de não gostar das aulas na escola não é o professor, mas o coletivo. Dentro da sala de aula, alguns alunos não conseguem se concentrar com tanta gente junta. Ele pode estar com sono e se distrair a qualquer instante. No computador, o aluno está focado em aprender", pontua no programa da TV Brasil.

Ela conta que em determinadas ocasiões o aluno busca no Youtube as informações que não assimilou no colégio. "Geralmente o estudante vai no desespero, em época de provas ou no final do ano. Os alunos comentam que conseguiram entender e eu os respondo. Estimulo a não desistir. Eles dizem que estão ficando estudiosos e passam a curtir mais ciências e biologia".

Para a professora é preciso entender a importância e valorizar o ensino formal nas instituições de ensino. "A educação no Youtube nunca vai substituir a sala de aula", alerta Rafaela Lima. "É sempre um complemento, uma troca, um reforço, uma ajuda", lista na conversa com Alan Ribeiro no Viralizando.

Literatura conquista adeptos a partir de vídeos nas redes sociais

Já a atriz e youtuber gaúcha Belle Hendges aborda livros, cultura, cinema e atualidades em seu próprio canal. "Tento fazer um conteúdo diferenciado dos booktubers. Busco não falar dos livros recebidos, fazer as leituras do mês ou apresentar aquela resenha metódica", explica no programa da emissora pública.

A convidada afirma que lê desde a infância. "Queria compartilhar as minhas leituras e saber a opinião dos outros sobre aquelas obras. Tenho blog desde 2006, mas como um diário pessoal. Em 2013, decidi criar um sobre literatura. Depois, fiz um canal como complemento desse espaço e, a partir de 2016, passei a postar semanalmente e fechei o blog", recorda.

A youtuber diz para Alan Ribeiro que costuma comentar sobre produções da sétima arte inspiradas em obras literárias. "Acho que o filme desperta a curiosidade. Muita gente que viu o longa quer saber o que tinha de diferente do livro. As pessoas querem descobrir se a adaptação foi bem feita", explica Belle Hendges.

As convidadas do Viralizando comentam como a leitura aguça a imaginação. "Quando alguém conta que começou a ler porque viu um vídeo que eu fiz, isso não tem preço. Muita gente tinha abandonado a leitura e disse que eu ajudei a despertar o interesse. É incrível", afirma Belle. "Você pode comprar um batom e usar muita vezes. O livro você pode ler diversas vezes e ter uma experiência diferente a cada leitura", compara.

"A gente cria conteúdos para internet através da tela do computador. Sou atriz e é a mesma situação do teatro e da televisão. No palco, você tem o retorno naquele momento. A pessoa vai rir, chorar, gritar ou ir embora no meio da sessão. Você vai saber porque está vendo. Já na internet, apesar do feedback instantâneo nos comentários e likes na live, você não tem o olho no olho", analisa.

A youtuber Belle Hendges conta que tem o hábito de encontrar o público que a acompanha em eventos como bienais. "Nessas horas percebo o alcance. Aí que eu vejo que faço alguma diferença", diz a jovem que não desmerece a interação pelas redes sociais. "Através dos comentários você recebe o carinho e a crítica, mas não é como pessoalmente", opina durante entrevista à atração da TV Brasil.

Linguagem da internet, humor e elementos da cultura pop

O Viralizando busca ampliar o diálogo com o público jovem e trazer para a televisão o potencial de comunicação, negócios e humor da internet. Com estrutura flexível, cada episódio tem uma entrevista conduzida pelo humorista e roteirista Alan Ribeiro.

A proposta é mostrar a outra face dos youtubers e influenciadores digitais de sucesso na web com foco no empreendedorismo digital. Bom humor, conteúdo e toda a diversidade de quem está bombando nas redes formam um vasto mosaico de temas.

Esquetes e performances são explorados em conversas divertidas que revelam os bastidores desse universo. A linguagem da internet também ganha a telinha em quadros variados. O objetivo é ampliar a discussão dos temas levantados no estúdio para outros interlocutores.

A ideia é abordar conteúdos quentes das redes, agregar doses de humor nas edições e brincar com elementos da cultura pop e nerd. Se o conteúdo do Viralizando é sério e altamente relevante, a forma é bem humorada, leve e dinâmica, como quase tudo o que se produz para a web.

Serviço:
Viralizando – quarta-feira, dia 11, às 22h15, na TV Brasil

 

Da Gerência de Comunicação Institucional
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: (21) 2117-6818

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