O Brega, ritmo romântico e contagiante, historicamente ligado às periferias em Recife, teve sua grande explosão com o eterno Reginaldo Rossi, que tornou esse estilo musical conhecido em todo o país. A música segue em constante transformação, com novos artistas, sendo estudado pela academia e com um público fiel, que vem atravessando gerações.
Hoje, também há um protagonismo feminino na cena pernambucana. Nomes como o de Pallas Pinho, que saiu da periferia e conquistou seu público, contribuem para que outras mulheres, através do projeto Amigas do Brega, tenham visibilidade nesse gênero. E novas gerações vêm surgindo, como a cantora Thayzinha, que faz apresentações no metrô de Recife, mantendo uma relação direta com o público.
Essa diversidade do Brega chamou a atenção de estudiosos. O professor e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Thiago Soares acompanha a evolução desse gênero como uma expressão cultural legítima, destacando sua diversidade nacional e a identidade própria que o ritmo assume em Pernambuco. Para ele, o debate ajuda a romper preconceitos históricos e reafirma o estilo como um movimento cultural relevante.
O legado de Reginaldo Rossi, o Rei do Brega, é indiscutível como o grande nome que tornou o ritmo conhecido em todo o país. No bairro de Boa Vista há uma estátua em homenagem ao cantor, que faleceu em 2013, além de painéis espalhados pela cidade. O empresário Sandro Nóbrega, que acompanhou Rossi por 25 anos, revela a dimensão afetiva e cultural deixada pelo artista, agora eternizada também pelo Dia Nacional do Brega, celebrado em 14 de fevereiro.
O Clube das Pás é um dos espaços em Recife onde o brega segue com lugar garantido. Bailes, orquestras e histórias de frequentadores mostram que o gênero continua sendo sinônimo de dança, encontro e felicidade. Memórias, emoções e novas vozes reafirmam que o brega segue pulsando no cotidiano e na identidade cultural pernambucana.
O episódio “O Brega é Pop - parte 2”, do Caminhos da Reportagem, vai ao ar nesta segunda (22/12), às 23h, na TV Brasil. Os dois episódios são uma realização da UERN TV e da TV Universitária de Recife.
Ficha técnica
Reportagem: Fabiano Morais
Imagens: Jedaias Torres
Drone: Ricardo Morais
Produção: Ariana Pacheco e Fabiano Morais
Assistente de produção: Carlos Pereira
Edição de texto: Fabiano Morais
Edição de imagens: Jedaias Torres
Realização: UERN TV, TVU Recife e Arretado Filmes
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