Digite sua busca e aperte enter

Compartilhar:

Delegado Waldir é entrevistado no Impressões desta terça

Líder do PSL: Câmara não tem como fugir da pauta da legítima defesa

Após o presidente da República Jair Bolsonaro editar decreto que regulamenta porte, posse e comercialização de armas e munições, o líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir, afirmou que o Congresso não tem mais como fugir da discussão do "Estatuto da Legítima Defesa". Ele aborda o assunto na entrevista à jornalista Roseann Kennedy no programa Impressões que vai ao ar nesta terça (14), às 23h, na TV Brasil.

O deputado faz referência ao Projeto de Lei 3722/2912, que revoga o Estatuto do Desarmamento em vigor desde 2003. A matéria já passou pelas comissões e está pronta para ser votada no plenário da Câmara.

"Com certeza vamos buscar o presidente da Casa Rodrigo Maia. Tudo tramita nesta casa a partir da decisão pessoal dele. Vamos para o diálogo e queremos construir a aprovação do estatuto. Queremos apenas que o parlamento decida. Quem for contrário se manifeste. Quem for favorável se manifeste. Vamos dar a possibilidade de o cidadão de bem poder portar a sua arma", afirmou o líder.

Para o deputado, "um país onde o cidadão tem direito a ter armas é um país onde você terá direito à vida". Ele é taxativo: "arma não mata, o que mata são pessoas". O parlamentar complementa o raciocínio dizendo que não dá para ter compaixão com criminoso. "Nós temos que permitir que eu, você, possamos nos defender. De repente sua mulher está sendo estuprada, seu filho assaltado e você tem o direito de defender a sua vida, a da sua família e de terceiros".

O deputado Delegado Waldir também disse acreditar que outras matérias da área de segurança pública avançarão no Congresso no Governo Bolsonaro e ressaltou que o uso de armas continuará tendo regras. "Não vamos ter armas sendo vendidas em mercearias, botecos e bares. Tudo vai ser regulamentado, com idade mínima, exigência de cursos preparatórios. Quando você vai tirar uma carteira de habilitação, você tem uma série de requisitos, faz um curso pra isso. O porte de armas é da mesma forma", comparou.

O líder do PSL também rebateu críticas da oposição sobre a atual gestão. "Nesse primeiro trimestre tivemos redução no número de mortos. Então, tudo aquilo que a oposição falava que Brasil iria virar um faroeste está sendo engolido pelos fatos. Hoje, o bandido já está mais temeroso de entrar em sua residência, de invadir sua propriedade rural", disse o parlamentar que também defende que ruralistas possam usar armas para expulsar invasores de suas propriedades.

O líder do PSL ressaltou, porém, que "ninguém substitui o Estado", e avaliou que as forças policiais ainda não agem adequadamente por causa de erro no sistema. "A Polícia não tem culpa", concluiu. O deputado defende a unificação das polícias, o fortalecimento da Polícia Municipal e que, para investigar, o Ministério Público se aproxime da Polícia.

Delegado Waldir vai além, acha necessário estabelecer um modelo punitivo mais rigoroso no país. O deputado é a favor de um esquema prisional militarizado e diz que o atual modelo ressocializador não funciona. "Sei que vamos gerar polêmica. Mas, cadeia é lugar de punição. Depois da punição você pode trabalhar o estudo, o trabalho, a indenização da vítima. O nosso país, a nossa Constituição hoje garante muitos direitos e nós não temos punição. Aquele que erra tem de saber que terá punição e não pode ser punição branda. Com garantias de integridade, mas sem privilégios", sentencia.

O parlamentar diz que fica feliz de ser chamado de integrante da bancada da bala. "Sempre falo: me orgulho de ser da bancada da bala, mas eu não sou da bancada da mala", provoca, com referência indireta a escândalos de corrupção já registrados no país. O Delegado Waldir, que foi o deputado federal mais votado em Goiás em 2014 e 2018, ressaltou que a bancada da segurança pública é uma das maiores da Câmara, mas observa que a população também deve cobrar do parlamento pelo andamento das propostas. Observa que a PEC da redução da maioridade penal, por exemplo, foi aprovada em dois turnos na Câmara, após ficar parada por mais de 24 anos, e diz que agora é preciso pressionar os senadores. O Delegado Waldir também trabalha para que seja votado projeto que amplia o tempo de internação de menores infratores para até nove anos.

Base aliada

Na entrevista ao programa Impressões, o líder do PSL também fala da articulação do Governo Bolsonaro para aprovação das pautas na área econômica. Ele está confiante na aprovação das reformas da Previdência, Tributária e Administrativa. O deputado disse que o seu partido amadureceu e que o Planalto agora abriu um diálogo na direção certa para consolidar sua base.

"O Governo mudou a linha. No início, houve algumas falas indevidas, criminalizando o parlamento. Eu fiz as críticas. O Executivo mudou de opinião. Não usou mais 'a velha e a nova política', era termo equivocado. Nós somos 'a política'. O Planalto iniciou diálogos importantes pra essa parceria. Vamos sim aprovar as reformas importantes para o país. Podem ficar tranquilos quanto a isso".

Sobre a atração jornalística

Programa de entrevista em que o convidado manifesta seu ponto de vista sobre temas variados e sobre a própria vida, o Impressões é uma conversa franca e com linguagem informal. A jornalista Roseann Kennedy abre espaço para personalidades e autoridades de diversas áreas que têm o que acrescentar ao cotidiano brasileiro.

No ar às terças, às 23h, o programa Impressões tem horário alternativo na programação da TV Brasil aos sábados, às 20h30, e aos domingos, às 23h30.

Serviço
Impressões – terça-feira, dia 14/5, às 23h, na TV Brasil.
Impressões – sábado, dia 18/5, às 20h30, na TV Brasil.
Impressões – domingo, dia 19/5, às 23h30, na TV Brasil.

Da Gerência de Comunicação Institucional
Empresa Brasil de Comunicação - EBC
Contato: (21) 2117-6471 / (21) 2117-6239

Clique aqui para saber como sintonizar a programação da TV Brasil.

Criado em 14/05/2019 - 12:45 e atualizado em 14/05/2019 - 12:45

Últimas

O que vem por aí