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Justiça absolve policiais envolvidos na morte do menino João Pedro

Repórter Brasil Tarde

No AR em 10/07/2024 - 12:45

 

Uma decisão da Justiça causou espanto e comoção nesta quarta-feira (10). Os três policiais envolvidos na morte do menino João Pedro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, foram absolvidos. O caso aconteceu em 2020 e chocou o país. 

A juíza Juliana Krykhtine absolveu sumariamente os três policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil pela morte do adolescente João Pedro no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio. 

Os agentes Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister eram réus por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e fútil, e respondiam em liberdade. 

No entendimento da magistrada, o trio agiu em legítima defesa. Para a mãe de João Pedro, Rafaela Matos, a decisão aumenta o luto:

“É como se a gente tivesse essa perda por duas vezes, né? Porque essa justiça que é sempre falha e dá uma sentença absurda dessa”. 

O caso aconteceu no dia 18 de maio de 2020, durante uma operação conjunta da Polícia Federal e Civil. Segundo a denúncia do Ministério Público, o menino de 14 anos brincava com amigos dentro da casa de parentes quando policiais entraram atirando no imóvel. 

Os policiais acreditavam que bandidos tinham invadido o local. João Pedro foi atingido na barriga. Os pais de João Pedro, que lutavam na justiça e esperavam que os policiais fossem a júri popular, disseram que vão recorrer. 

“Não pode ser normal efetuar vários disparos dentro de um lar familiar, um lar de pessoas de bem, e chegar na hora, depois de quatro anos, a justiça achar que isso é normal. Vamos recorrer e os réus têm que ser responsabilizados”, disse o pai do adolescente, Neilton da Costa Pinto.

A morte de João Pedro motivou a decisão provisória do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu a realização de operações policiais em comunidades aqui do Rio durante a pandemia de Covid-19. Na decisão, Fachin citou a morte do adolescente, ressaltando que o uso da força só é legítimo se for comprovadamente necessário para a proteção de um bem relevante como a vida e o patrimônio de outras pessoas.

 

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Criado em 10/07/2024 - 17:15

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