Israel iniciou a ofensiva terrestre na cidade de Gaza, a maior do território palestino. O governo Netanyahu a considera o último reduto do Hamas. Nesta terça-feira (16), uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza.
Autoridades de saúde de Gaza relataram que pelo menos 40 pessoas foram mortas já nas primeiras horas do ataque. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou, em uma rede social, que Gaza está em chamas e que seu exército está atacando com punho de ferro a estrutura terrorista para libertar reféns e derrotar o Hamas. Um oficial das Forças de Defesa disse à agência de notícias Reuters que tropas terrestres estavam se movendo em direção ao centro da cidade de Gaza, e que o número de soldados aumentaria nos próximos dias.
Tanto o Hamas quanto as Forças de Defesa de Israel estimam que cerca de 350 mil pessoas fugiram da cidade até agora, com quase o dobro disso ainda ficando para trás.
A ofensiva começou um dia após uma reunião entre Netanyahu e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Segundo o site americano "Axios", fontes do governo israelense afirmaram que o presidente Donald Trump apoia a operação, desde que seja rápida.
A incursão terrestre acontece um mês depois de o gabinete de Netanyahu aprovar um plano para tomar toda a Faixa de Gaza, começando pela cidade de Gaza, lar de cerca de um milhão de palestinos. O plano atraiu críticas da comunidade internacional e até mesmo dentro de Israel.
Israel é novamente denunciado
Hoje, uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza. Segundo o relatório, forças israelenses cometeram atos genocidas como assassinatos em massa, criação de danos físicos e mentais graves, imposição de condição de vida insustentável e medidas para impedir o nascimento de palestinos. Ainda segundo o documento, Netanyahu, o presidente Isaac Herzog e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant incitaram ao genocídio em Gaza e as autoridades israelenses não adotaram medidas contra eles para punir essa incitação.
Também hoje, a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, anunciou que planeja adotar um pacote de medidas contra Israel a partir de quarta-feira (17). As principais autoridades de Bruxelas planejam apresentar sanções para suspender parte dos termos do atual acordo comercial entre o bloco europeu e Israel.
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