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Jovem surda disputa campeonato de basquete com equipe de ouvintes

Repórter Brasil Tarde

No AR em 25/12/2025 - 12:45

O basquete sempre chamou a atenção de Sophia, desde quando era pequena. Aos 14 anos, ela está dedicada ao esporte.

Sophia é surda, o que não tem sido uma barreira para participar de jogos regulares, graças ao apoio do professor Fábio Pereira que, além de dar aulas de geografia, se tornou treinador dela.

“Com ouvinte, eu sinto a dificuldade da comunicação sim, mas a gente tá interagindo, tá conversando, eu ensino sinais pra elas e a gente vai fazendo sinais e conversando com o rosto, a gente vai se comunicando”, conta Sophia.  

“No caso dos surdos, qual é o grande salto, a gente tem um grupo pequeno de meninas que vão praticar. Quando a gente bota pra jogar junto, essa evolução é conjunta, então isso é fundamental pra elas atingirem um nível mais alto”, avalia o professor Fábio. 

Sophia já havia treinado em uma equipe de ouvintes, mas a comunicação entre as atletas foi muito difícil e ela se sentiu isolada. Fábio, então, criou um projeto de extensão no Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Educação de Surdos, onde Sophia estuda, em parceria com o projeto social Poder na Cesta. O momento foi oportuno: o ginásio do INES, que estava em reforma, ficou pronto este ano e se tornou um local perfeito para treinos. Outras alunas surdas passaram a treinar também com atletas ouvintes do projeto.

Sophia se destacou o esporte e tem procurado novos desafios. Em novembro, estreou no campeonato estadual feminino de basquete da Federação de Basquetebol do Estado do Rio de Janeiro, na categoria sub-15. Ela faz parte da equipe Poder na Cesta.

“Ela tem muita facilidade pro esporte. ela chegou, fez um ótimo jogo... no jogo que ela participou. e isso, eu acho que isso pode abrir portas para outros times tarem pensando também em tarem agregando também outras pessoas, não só surdas, com outras deficiências, para estarem participando também agora, tem a perspectiva da gente conseguir mais a frente ter um núcleo de basquete feminino que é outra questão que é fundamental, porque as meninas, em geral são deixadas de lado, o basquete feminino é assim relegado, a um espaço que deveria ser igual ao masculino”, afirma o fundador e treinador do projeto Poder na Cesta, Ítalo Lima de Azevedo. 

A adaptação na equipe não foi simples. Mas a comunicação, aos poucos, vai se tornando mais fluida, como conta a colega de equipe, Marya Eduarda Azevedo.

“Eu sei como é se sentir excluída. e o basquete é um esporte de inclusão. tem que ser pra todas. então a gente sempre tá tentando incluir ela ao máximo. E ela também se esforça muito pra ensinar a gente. tem certas coisas que a gente já sabe como fala em Libras, por exemplo, a gente falava muito 'água', agora a gente já sabe porque ela ensinou”, exemplifica a atleta. 

Para Sophia, participar do time tem sido uma oportunidade de se desenvolver tecnicamente.

“O campeonato eu gosto muito, eu fico muito animada, mas eu sinto realmente o desafio, é uma experiência incrível, eu tô tentando, porque eu vejo que é muito difícil, mas eu tô me esforçando e eu gosto bastante”, finaliza a jovem atleta. 
 

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Criado em 25/12/2025 - 16:30

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