No Rio de Janeiro, o Shopping Tijuca reabriu hoje, duas semanas após um incêndio que deixou dois funcionários mortos. Imagens de câmeras internas, divulgadas agora, registraram os últimos momentos de vida das vítimas, que enfrentaram o fogo e a fumaça.
A reabertura do Shopping Tijuca é gradual e facultativa. Os lojistas ainda organizam estoques e equipes. O shopping ficou duas semanas fechado desde o incêndio, que teve início em uma loja de decoração no subsolo.
Apesar da reabertura, todo o pavimento e uma parte do piso térreo vão continuar interditados por determinação da Defesa Civil, já que essas foram as regiões mais afetadas. A liberação total fica condicionada à realização das obras necessárias pela administração do shopping.
A Polícia Civil ainda colhe depoimentos sobre o caso, que teve a morte de duas pessoas: o chefe da segurança do shopping, Anderson Aguiar, de 43 anos, e a brigadista Emellyn Menezes, de 26 anos. Outras três pessoas ficaram feridas.
Segundo o depoimento de funcionários, o botão de pânico da loja onde o incêndio começou foi acionado às 18h04. Cinco minutos depois, Anderson levou a primeira mangueira para a área da loja atingida. O shopping estava cheio. Emellyn e outro colega brigadista desceram em direção ao subsolo às 18h14. Naquele momento, Anderson ainda tentava combater o incêndio sozinho.
Funcionários da loja atingida aparecem com camisas vermelhas em frente ao estabelecimento, sem que a área fosse isolada. Clientes circulavam pelo subsolo até um segurança começar a pedir que deixassem o local. Às 18h20, Emellyn sai da loja, pede ajuda e tenta ajustar o equipamento. Depois, entra novamente. A fumaça se espalha pelo corredor. A mangueira, sem volume, estirada no chão, não dava sinal do fluxo de água.
Pouco depois das 18h30, um brigadista sai cambaleando da loja. É quando Anderson, sem paletó, volta ao local afetado. Às 18h40, o Corpo de Bombeiros chegou ao local. O movimento mais intenso de evacuação do shopping é registrado às 18h50.
Cerca de três horas depois, Anderson é resgatado em uma maca, com camisa aberta e máscara de oxigênio. Ele foi levado ao hospital em estado crítico. O corpo de Emellyn foi encontrado por volta de 1h25. A perícia constatou que a causa da morte foi asfixia. Uma das hipóteses é que o oxigênio do cilindro tenha acabado.
A empresa responsável disse à polícia que os equipamentos foram inspecionados em outubro do ano passado. O supervisor da loja de decoração afirmou, em depoimento, que o hidrante dentro do estabelecimento estava sem água.
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