Familiares dos três pacientes assassinados por técnicos de enfermagem em um hospital particular do Distrito Federal, devem entrar com diferentes ações judiciais contra a instituição.
Um segundo luto muito doloroso. É assim que a família do servidor público dos Correios Marcos Raimundo Fernandes Moreira, de 33 anos, vem lidando com a informação de que ele não perdeu a vida devido a uma pancreatite aguda, mas sim porque foi assassinado.
As outras duas vítimas foram a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, e o servidor da Caesb, companhia de saneamento de Brasília, João Clemente Pereira, de 63. Segundo a filha dele, João era uma pessoa muito alegre e o quadro de saúde dele estava melhorando.
A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) define o caso como isolado. Mesmo assim, a entidade defende que a classe médica e os órgãos públicos discutam mudanças nos protocolos de segurança dentro das UTIs.
Em nota, o hospital Anchieta disse que entrou em contato com os familiares cadastrados. Também disse que ofereceu apoio psicológico e que se mantém à disposição das famílias.
A unidade destacou que, ao identificar o caso, instaurou, por iniciativa própria, uma investigação rigorosa e que entregou à polícia, em menos de vinte dias, as evidências envolvendo os ex-técnicos de enfermagem.
Afirmou, ainda, que é um caso criminoso individual, que segue todos os procedimentos de segurança e que está à disposição da polícia.
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