A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para a tramitação do projeto que quebra a patente dos medicamentos Mounjaro e Zepbound. Os fármacos são usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade e têm alto custo. Com a quebra da patente, os medicamentos passam a ser declarados de interesse público, o que permite a produção a preços mais acessíveis. O regime de urgência dispensa a análise pelas comissões da Câmara, levando o texto diretamente à votação em plenário.
Ao mesmo tempo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre as consequências do uso indiscriminado das canetas emagrecedoras por pessoas que buscam emagrecer. O aumento do número de casos de pancreatite no Brasil e no exterior é o motivo da preocupação. O risco do desenvolvimento da doença existe inclusive para medicamentos vendidos regularmente em farmácias, conforme alertas presentes nas bulas.
As canetas emagrecedoras podem conter substâncias como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. No Reino Unido, 19 pessoas que utilizavam esses compostos morreram por pancreatite desde 2007, e 1.296 desenvolveram a doença. No Brasil, foram notificados mais de 200 casos, com seis mortes sob investigação.
A pancreatite é a inflamação do pâncreas e pode se manifestar de forma aguda, em horas ou dias, ou de forma crônica, com longa duração e comprometimento de outros órgãos. A doença pode ser grave, causar necrose do pâncreas e levar à morte.
As canetas emagrecedoras devem ser usadas apenas com prescrição e acompanhamento médico. Desde junho de 2025, a venda em farmácias exige a retenção da receita médica em duas vias, nos mesmos moldes adotados para antibióticos.
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