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Donald Trump faz discurso de olho nas eleições de meio de mandato

Repórter Brasil Tarde

No AR em 25/02/2026 - 12:45

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na noite dessa terça-feira (25) um discurso inflamado sobre o Estado da União. Ele celebrou o que chamou de "uma virada histórica americana". Foi o mais longo discurso sobre o Estado da União já registrado feito por um presidente dos Estados Unidos.

Ao longo de quase duas horas, Donald Trump ameaçou o Irã, defendeu o domínio americano no hemisfério ocidental e protagonizou bate-boca com democratas sobre imigração. 

De olho nas decisivas eleições de meio de mandato previstas para 3 de novembro, e em um momento em que pesquisas indicam que muitos nos Estados Unidos estão insatisfeitos com a situação atual do país, Trump apresentou um discurso de autopromoção, mas deu poucos sinais de mudança de rumo. 

A política externa foi um dos destaques. Trump acusou o regime iraniano de tentar desenvolver uma arma nuclear e disse que prefere resolver a questão pela via diplomática, mas ressaltou, no entanto, que jamais permitirá que o que chamou de "maior patrocinador do terrorismo no mundo" obtenha uma arma nuclear. "Temos as Forças Armadas mais poderosas da Terra, espero que raramente precisemos usá-las; isso se chama paz por meio da força", afirmou Trump. 

Sobre a Venezuela, Trump chamou a operação que capturou Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro, de "uma vitória colossal" para a segurança dos Estados Unidos e afirmou que está trabalhando com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para promover ganhos econômicos para os dois países. 

Ao falar de economia, criticou o governo anterior de Joe Biden e disse que assumiu o país em crise. Afirmou que, sob seu governo, a inflação está em queda, a renda em alta e a economia em recuperação. Pesquisas, no entanto, indicam que a maioria dos norte-americanos desaprova a condução da política econômica do presidente. 

Sobre a decisão da Suprema Corte que derrubou tarifas impostas a outros países, Trump chamou a medida de frustrada e prometeu continuar avançando com seu amplo regime de tarifas. 

Os juízes acompanharam a fala no plenário. No momento mais tenso de seu discurso, Trump voltou a atacar imigrantes em situação irregular e afirmou que a imigração sem limites estaria importando corrupção e criminalidade para os Estados Unidos. Ao citar a comunidade somali no estado de Minnesota, acusou autoridades e imigrantes de envolvimento em fraudes e crimes. Neste momento, a transmissão mostrou a deputada democrata Ilhan Omar, que representa Minnesota e é de origem somali. 

Em provocação à oposição, Trump pediu que se levantasse quem defendia que o governo priorizasse cidadãos americanos e não imigrantes ilegais. Os democratas permaneceram sentados e o presidente disse que eles deveriam se envergonhar. 

Houve um breve bate-boca no plenário e Omar gritou: "Você é o assassino, você matou americanos, você deveria ter vergonha". O presidente então pediu que o Congresso aprove um projeto de lei que exija comprovação de cidadania nas eleições, além da aprovação de uma lei que acabe com as chamadas "cidades-santuário". Esses locais adotam políticas que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração e se tornaram alvo de batidas de agentes do governo nos últimos meses. Democratas da oposição prometeram barrar as propostas no Senado.

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Criado em 25/02/2026 - 15:10

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