A Polícia Federal pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que investiga fraudes no Banco Master. O pedido busca o afastamento de Toffoli do caso após o nome dele aparecer em uma mensagem encontrada no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco, apreendido pela PF. O conteúdo da mensagem está sob segredo de justiça.
Ao tomar conhecimento do pedido, Fachin abriu procedimento interno e concedeu prazo para que Toffoli apresente defesa. Caberá ao presidente do STF decidir se o ministro permanecerá na relatoria.
Desde o mês passado, Toffoli tem sido pressionado a deixar o caso após reportagens apontarem possíveis irregularidades envolvendo um fundo ligado ao Banco Master, que adquiriu participação em um resort no Paraná associado a familiares do ministro.
Em nota, Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em ilações. Disse que a lei permite que magistrados sejam acionistas de empresas, vedando apenas atuação como administradores. Informou ainda que, quando assumiu a relatoria do caso, a empresa de sua família já não tinha participação no empreendimento. O ministro negou amizade com Daniel Vorcaro e afirmou não ter recebido valores do empresário ou de seus sócios.
GT no Senado
Nessa quarta-feira (11/2), senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) estiveram com o presidente do STF ministro Edson Fachin, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para pedir informações sobre o caso do Banco Master.
Na sede da PF, os parlamentares solicitaram o compartilhamento de todas as informações sobre a investigação, incluindo documentos e depoimentos sob sigilo. O mesmo pedido foi feito a Fachin. Para que o acesso seja concedido, é necessário autorização do relator do caso, ministro Dias Toffoli.
Em outra frente, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jonathan de Jesus restringiu o acesso ao processo que apura a liquidação do Banco Master. A classificação passou de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para consulta”. Com isso, o Banco Central precisa solicitar permissão para acessar os autos. Segundo o TCU, a medida busca evitar vazamentos.
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