Lideranças dos caminhoneiros estiveram no Palácio do Planalto reunidas com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A pauta foi a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que endurece a fiscalização sobre o pagamento do piso do frete. A medida ajudou a avançar nas negociações com a categoria na última semana, que cogitava iniciar uma paralisação. Foram discutidos também o preço dos combustíveis e condições de trabalho nas estradas.
Guilherme Boulos criticou distribuidoras por aumentos considerados artificiais nos preços dos combustíveis e também governadores que não aceitaram a redução do ICMS. Um dos encaminhamentos foi o reforço da medida provisória editada na semana passada, com maior fiscalização do frete mínimo. Empresas que descumprirem o piso podem perder o cadastro junto ao governo. Também foi discutida maior flexibilidade nos locais e tempos de descanso nas estradas, inclusive após a conclusão das viagens.
O governo já havia anunciado medidas para conter a alta dos combustíveis, como isenção de impostos federais e apoio financeiro a produtores e importadores de diesel, com redução de R$ 1,20 por litro até o fim de maio. A medida prevê divisão dos custos entre União e estados.
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