O banqueiro Daniel Vorcaro segue preso na Penitenciária Federal de Brasília, para onde foi transferido na última sexta (6/3). Os advogados dele pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) providências para garantir o pleno exercício do direito de defesa durante a permanência na unidade prisional.
No pedido, a defesa afirma que a direção da penitenciária barrou visitas imediatas dos advogados, informando que o atendimento dependeria de agendamento para a próxima semana. Segundo os defensores, também foi informado que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo e que os advogados não poderiam entrar nas dependências do presídio com papel ou caneta.
A defesa solicita que o STF garanta visitas sem monitoramento e com a possibilidade de ingresso com cópias impressas do processo, além de outros materiais necessários para anotações. Caso as medidas não sejam atendidas, os advogados pedem a transferência de Vorcaro para outra unidade prisional em Brasília. Até o momento, o STF não se manifestou.
Na manhã desta segunda-feira (9/3), o escritório de advocacia Barci de Moraes, da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, divulgou nota sobre o contrato firmado com o Banco Master. Nos últimos meses, veículos de imprensa divulgaram a informação de que o acordo previa pagamento de R$ 130 milhões por serviços de consultoria e pareceres jurídicos. O valor constaria em um documento encontrado no celular de Vorcaro.
Em nota, o escritório informou que foi contratado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 pelo Banco Master para prestar consultoria e atuação jurídica por meio de uma equipe de quinze advogados. O texto também afirma que outros três escritórios especializados foram contratados para atuar na consultoria. O escritório declarou ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal.
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