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Espanha nega bases aos EUA enquanto Reino Unido e França se mobilizam

Repórter Brasil Tarde

No AR em 04/03/2026 - 12:45

Desde o início do conflito no Oriente Médio, países europeus que também são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm tido dificuldade em adotar um discurso unificado sobre os ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. 

Ontem, em mais um embate com a Espanha, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu cortar todas as relações comerciais com o país depois que o primeiro-ministro Pedro Sánchez não permitiu que os Estados Unidos usem as bases militares espanholas para atacar o Irã. Em um pronunciamento televisionado na manhã desta quarta-feira (4), Pedro Sánchez afirmou que a posição de seu governo poderia ser resumida nas palavras "Não à Guerra". 

Segundo o líder espanhol, Trump está brincando de roleta russa com o destino de milhões de pessoas e seu país não será cúmplice das ações dos Estados Unidos contra o Irã por meio de retaliação.

A fala de Sánchez ocorreu após Trump ter ameaçado cortar as relações comerciais com a Espanha devido à sua negativa em permitir que os Estados Unidos utilizem suas bases militares para lançar ataques contra o Irã.  A União Europeia saiu em defesa da Espanha ao afirmar que está pronta para defender os interesses do bloco. 

Esta não foi a primeira divergência entre os Estados Unidos e um país europeu membro da Otan. Na segunda-feira, Trump já havia dito estar muito decepcionado após o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, inicialmente não permitir que Washington usasse bases britânicas para realizar ataques contra o Irã. Mais tarde, Starmer permitiu que as instalações de seu país fossem usadas em ataques defensivos contra Teerã. O líder britânico chegou a afirmar que seu país não participou do ataque ao território iraniano porque qualquer ação militar deve, segundo ele, ter um plano viável e bem pensado, acrescentando que não acredita em uma mudança de regime vinda dos céus, numa referência às bombas jogadas sobre o Irã. 

Mas na terça-feira (3), após um drone ter atingido uma base militar no Chipre, o premiê britânico anunciou que vai enviar um navio de guerra e helicópteros com capacidade antidrone para a região. A França também anunciou que está enviando seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e suas fragatas de escolta para o Mediterrâneo. Em um pronunciamento televisionado à nação, o presidente Emmanuel Macron culpou o Irã pela atual guerra no Oriente Médio, mas também classificou os ataques dos Estados Unidos e Israel como fora dos limites do direito internacional. 

O governo do Irã já havia alertado que eventuais ações defensivas por parte de países da Europa serão consideradas atos de guerra e ameaçou levar o conflito para dentro do continente.

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Criado em 04/03/2026 - 15:35

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