A polícia israelense impediu o patriarca latino de Jerusalém de celebrar a missa do Domingo de Ramos, na Igreja do Santo Sepulcro, na cidade velha de Jerusalém. É a primeira vez, em séculos, que isso acontece. A alegação de Israel foi de preocupação relacionada à guerra no Oriente Médio.
Mais tarde, o patriarca latino liderou uma cerimônia na igreja de Getsêmani, no Monte das Oliveiras, perto da cidade velha de Jerusalém. Segundo o governo israelense, todos os locais sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus estão fechados aos fiéis desde o início da guerra.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (30), o patriarcado latino de Jerusalém disse que as questões relativas às celebrações da Semana Santa e da Páscoa, na Basílica do Santo Sepulcro, foram tratadas e resolvidas em coordenação com as autoridades competentes.
Brasil condena decisão de Israel
O governo brasileiro condenou a ação da polícia israelense de impedir líderes católicos de entrar na igreja do santo sepulcro, em Jerusalém, no domingo de ramos. Em nota, o Ministério de Relações Exteriores lembrou que a ação ocorreu na sequência da imposição, por autoridades israelenses, de restrições à entrada de fiéis cristãos no santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas, também em Jerusalém Oriental.
A pasta destaca que as ações são contrárias ao princípio da liberdade de culto e recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de justiça de 19 de julho de 2024, que concluiu que a continuada presença de Israel no território palestino ocupado é ilícita e que o país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental.
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