Acontece em São Paulo o maior evento de robótica do país, e ele faz parte da programação do Festival Sesi de Educação, que reúne centenas de estudantes de todo o país.
De kombi e de avião, os Juruna Boots saíram do interior do Pará, do Alto Xingu, para competirem pela primeira vez.
“Tá sendo muito gratificante por conta que nós estamos fazendo várias amizades aqui e também mostrar para todos que os povos indígenas podem chegar longe e também podem competir de igual para igual”, afirma João Arthur Juruna, de 13 anos.
“Pra você formar grandes líderes, você tem que ter conhecimentos. E nós precisamos ter o conhecimento do não indígena com os nossos conhecimentos tradicionais. E isso, essa junção, ela tá dando certo e nos trouxe aqui com esses jovens que fazem parte e que representam os povos indígenas. É aí que a gente consegue fortalecer ainda mais as nossas tradições, os nossos costumes, nossa língua materna”, destaca Fernando Juruna, diretor escolar e liderança da Aldeia Boa Vista.
O Festival Sesi de Educação reúne 2.400 estudantes de escolas públicas e instituições do Sesi de todo o país.
"É o momento que, de certo modo, a gente não só faz como a gente mostra o que é uma educação tecnológica e como ela é possível chegar nos 27 estados. Porque o Sesi completa este ano 80 anos e, de alguma forma, esse é o nosso papel. O nosso papel é construir as pontes entre a educação, a formação do trabalhador, do jovem trabalhador, do filho da indústria, mas por uma proposta que coloca o nosso Brasil na sua rota de desenvolvimento”, pontua Fausto Augusto Júnior, presidente do Conselho Nacional do Sesi.
São Luís do Maranhão pode, sim, ficar do lado de Betim, em Minas Gerais. Durante todos os dias da competição, 240 equipes de todos os estados do país vão em busca de um único objetivo: o sonho de conquistar uma vaga para o campeonato mundial de robótica, que vai ser disputado nos Estados Unidos.
"A gente é uma equipe campeã mundial, então, querendo ou não, a gente é inspiração para todas as equipes, sendo ela nova ou iniciante. E é, com certeza, muito gratificante estar aqui de novo”, conta Gabriel Augusto Barbosa, de 13 anos.
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