Uma operação conjunta de fiscalização dos preços dos combustíveis teve início nessa terça-feira (17/3), envolvendo mais de 100 Procons estaduais e municipais. A Polícia Federal também apura práticas que podem configurar crimes contra a ordem econômica. Lembrando que o petróleo passa por uma alta no mercado internacional, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, consequência da guerra no Oriente Médio, o que tem inflacionado os preços.
As ações estão concentradas em cidades com aumento expressivo e generalizado dos preços. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a base de dados abrange cerca de 19 mil postos em 459 municípios de estados como Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Além dos preços, são avaliadas a qualidade dos combustíveis e a quantidade fornecida pelas bombas. Segundo o Ministério, na cidade de Ourinhos (SP), por exemplo, o preço do diesel S10 subiu 36% em uma semana, chegando a R$ 9,99. Aumentos semelhantes foram registrados em Caldas Novas (GO) e Itabuna (BA).
Entre os maiores aumentos da gasolina destacam-se Feira de Santana (BA), com alta próxima de 20% no Nordeste; Belém (PA), na região Norte; e Guarapuava (PR), no Sul.
Na semana passada, o governo zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e concedeu incentivos a produtores e importadores, com expectativa de redução de R$ 0,64 ao longo da cadeia, a ser repassada ao consumidor.
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