Próxima de completar um mês, a guerra no Oriente Médio não dá sinais de solução e segue em meio a afirmações desencontradas sobre o avanço de negociações entre Estados Unidos e Irã. Na mais recente declaração, o presidente Donald Trump disse que as conversas com o regime iraniano estavam indo muito bem.
Trump usou essa justificativa para publicar na rede Truth Social que, a pedido do Irã, estava ampliando o prazo para atacar as estações de energia do país para segunda-feira, 6 de abril. Já o governo de Teerã disse que aguarda resposta a uma proposta de acordo de 15 pontos encaminhada a Washington.
O Irã voltou, nesta sexta-feira (27), a lançar mísseis contra bases militares dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico. Segundo comunicado das forças armadas iranianas, foram usados mísseis balísticos guiados com precisão, com múltiplas ogivas, além de drones.
As forças de defesa de Israel divulgaram um balanço das operações realizadas nas últimas horas: 60 aviões de guerra despejaram mais de 150 bombas sobre instalações militares perto de Teerã e no centro do Irã. Instalações utilizadas para armazenamento e lançamento de mísseis balísticos também foram alvo.
De acordo com o ministério da saúde israelense, um total de 5.400 pessoas foi encaminhado a hospitais desde o início do conflito. Das 95 que permaneciam internadas até ontem, 14 estavam em estado crítico. No Irã, o número de mortos seria de 1.200 entre civis e militares, segundo a agência de notícias IRNA, e de 1.300, de acordo com levantamento da ONU.
Em Tel Aviv, as sirenes voltaram a alertar moradores para a aproximação de mísseis lançados pelo Irã. Israel também interceptou vários foguetes lançados do Líbano, onde a aviação israelense tem atacado posições do Hezbollah, aliado do Irã. O confronto com o grupo tornou-se o desdobramento mais mortal da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, desde que o grupo libanês abriu fogo contra Israel em apoio a Teerã, em 2 de março.
Na capital do Iraque, Bagdá, moradores expressaram preocupação com o aumento dos preços e as tensões regionais, alertando que uma guerra prolongada poderia desestabilizar ainda mais a frágil economia e o cenário político do país. O governo iraquiano afirmou que a forte dependência do país das receitas do petróleo e a interrupção das exportações estão afetando as finanças públicas e os salários.
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