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Trump adia por cinco dias o prazo para Irã reabrir o Estreito de Ormuz

Repórter Brasil Tarde

No AR em 23/03/2026 - 12:45

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou por cinco dias o prazo para que o Irã reabra totalmente o Estreito de Ormuz, alegando a existência de negociações em andamento com Teerã. 

Inicialmente, o prazo venceria na noite desta segunda-feira (23), com a ameaça de ataques contra usinas de energia iranianas caso a navegação não fosse liberada. Trump afirmou que está em negociações há dois dias para o encerramento das hostilidades no Oriente Médio e, por isso determinou o adiamento de ações militares, condicionado ao avanço das conversas.

A imprensa iraniana, por sua vez, nega qualquer negociação e atribui a decisão de Trump a um alerta de Teerã de que haveria retaliação contra usinas de energia e água de países do Oriente Médio. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que 22 países coordenam esforços para reabrir a navegação no estreito.

Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia informou que consulta governos da Ásia e da Europa sobre a liberação de estoques de petróleo para enfrentar a escassez. O diretor-geral classificou a crise como mais grave do que os choques do petróleo da década de 1970 e os impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel segue intenso. As forças armadas israelenses anunciaram ataques em larga escala contra infraestrutura em Teerã. Já a mídia estatal iraniana divulgou lançamentos de mísseis contra bases nos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e no sul de Israel. 

Em território israelense, cidades registraram danos após falhas na interceptação de mísseis, deixando civis feridos. Pelo menos um míssil iraniano com ojiva de fragmentação pode ser visto sobre Israel, Jerusalém e a Cisjordânia hoje de madrugada.

No sul do Líbano, o exército israelense destruiu uma ponte que liga a região ao restante do país, enquanto o Hezbollah lançou foguetes contra posições israelenses. 

Em Bagdá, no Iraque, um ataque com drones destruiu a sede do Serviço Nacional de Inteligência. O governo iraquiano atribuiu a ação a grupos chitas. 

Em Teerã, manifestantes participaram de atos pró-governo, com bandeiras e imagens do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Explosão no Bahrein

Ainda sobre a guerra, uma análise de pesquisadores acadêmicos obtida pela Reuters apontou que a explosão que deixou 32 feridos em uma área residencial do Bahrein, no início do conflito, foi provavelmente causada por uma bateria de defesa aérea Patriot, operada pelos Estados Unidos.

Na ocasião, o Bahrein e os Estados Unidos atribuíram o incidente a um drone iraniano. Procurados pela Reuters, nenhum dos dois países assumiu erro.

No sábado (21), o governo do Bahrein reconheceu pela primeira vez que um míssil dos EUA esteve envolvido na explosão e que o projétil interceptou um drone no ar. Os dois países, no entanto, não apresentaram provas da participação de um drone iraniano no episódio.

Outros países se manifestam

A China renovou, nesta segunda-feira (23), os apelos pelo fim da guerra no Oriente Médio. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que todas as partes envolvidas no conflito precisam encerrar as operações militares para evitar um agravamento da situação e retomar as negociações. Ele advertiu que, caso o conflito persista e se intensifique, toda a região poderá entrar em uma situação incontrolável.

Em Londres, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não se sente ameaçado pelo regime iraniano e que a prioridade é a redução das tensões e a retomada do processo de paz.

Em Moscou, o Kremlin classificou como falsa uma reportagem que afirmava que a Rússia teria oferecido interromper o compartilhamento de informações de inteligência com o Irã em troca do fim do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia.

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Criado em 23/03/2026 - 14:35

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