A guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã completa 31 dias nesta segunda-feira (30). E o presidente Donald Trump fez novas e sérias ameaças ao país. Em postagem em sua rede social, Trump disse que os Estados Unidos, “estão em negociações sérias com um novo regime, mais razoável, para encerrar operações militares”.
E que “se por algum motivo não for alcançado um acordo em breve”, e se o estreito de Ormuz não for aberto imediatamente, os Estados Unidos vão concluir o que chamou de “adorável estadia” no Irã explodindo e destruindo completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a ilha de Kharg.
Invasão por terrra
Os Estados Unidos finalizam os preparativos para operações terrestres no Irã. Segundo o jornal Washington Post, os planos podem envolver incursões de forças de operações especiais e tropas de infantaria convencionais. Nas últimas semanas, o Pentágono deslocou milhares de soldados do exército e fuzileiros navais para o Oriente Médio para reforçar as tropas que já estão na região, e somariam cerca de 50 mil homens, além de veículos militares leves, tanques e aviões de combate.
Ao retornar a Washington, depois do fim de semana na residência da Flórida, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã está passando por uma verdadeira mudança de regime, a terceira desde o início da guerra, segundo ele. Trump disse que as negociações com os atuais líderes estão indo extremamente bem, e que eles concordaram em permitir que 20 petroleiros cruzem o estreito de Ormuz ainda nesta segunda-feira (30).
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que instruiu os militares a expandir ainda mais a zona de segurança existente no sul do Líbano, prometendo mudar fundamentalmente a situação de segurança na região de fronteira.
A guerra já passa de um mês, com dezenas de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra cidades iranianas e contra-ataques das forças revolucionárias do Irã, que contam, desde sábado (28), com apoio dos Houthis, um movimento político e religioso fortemente armado que controla parte do Iêmen.
O Hesbollah também anunciou formalmente que está em guerra contra Israel.
Mediação paquistanesa
Em Islamabad, no Paquistão, prosseguem hoje as negociações para pôr fim ao conflito. Os ministros das relações exteriores da Turquia, Egito e Arábia Saudita se reuniram com o primeiro-ministro paquistanês, Ishaq Dar, para discutir a redução da tensão no Golfo. Segundo ele, foram discutidas possíveis maneiras de acabar, de forma rápida e permanente, com a guerra, bem como potenciais negociações entre os Estados Unidos e o Irã em Islamabad.
A tentativa do Paquistão é complicada pelas posições extremamente opostas adotadas pelos Estados Unidos, Israel e Irã sobre o que seria necessário para pôr fim ao conflito. Os Estados Unidos disseram, na semana passada, que ofereceram ao Irã um plano de cessar-fogo de 15 pontos, com uma proposta para reabrir o estreito de Ormuz e restringir o programa nuclear iraniano, mas Teerã rejeitou a lista e apresentou suas próprias propostas a Washington, que até agora não respondeu.
Em Teerã, o porta-voz do ministério das relações exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, negou hoje a existência de negociações com os Estados Unidos, classificando suas propostas como excessivas, irrealistas e ilógicas.
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