No Líbano, um ataque israelense, no sul do país, matou ao menos 14 pessoas nesse domingo (26), no dia mais letal desde o início do cessar-fogo com o Hezbollah.
A ofensiva aconteceu após Israel ordenar a saída de moradores de sete cidades libanesas. O primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, acusou o Hezbollah de estar minando o acordo de cessar-fogo e reiterou que Israel fará o que for necessário para restabelecer a segurança. Já o Hezbollah prometeu manter os ataques a tropas israelenses e destacou que não vai esperar por uma diplomacia que, segundo o grupo, se provou ineficaz.
Mediado pelos Estados Unidos, o acordo de paz começou em 16 de abril e vai até meados de maio. Mas, apesar de ter reduzido as hostilidades, Israel e Hezbollah continuam trocando tiros e acusações. O grupo libanês, que não participou das negociações, afirma ter o direito de resistir às forças de ocupação israelenses. Israel ocupa uma faixa no sul do Líbano, alegando que o objetivo é proteger o norte de Israel dos ataques do Hezbollah.
Oficialmente, o governo libanês defende a extensão do cessar-fogo como condição para discutir a retirada das tropas israelenses e a definição da fronteira terrestre. Já Israel afirma que busca o desmantelamento do Hezbollah e garantias de segurança na fronteira.
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