O Brasil e os Estados Unidos vão trabalhar juntos em mais uma ação de combate ao crime organizado internacional. A Receita Federal brasileira e a Agência de Fronteiras estadunidense assinaram, nesta sexta-feira (10), um acordo de cooperação para interceptar armas e drogas traficadas.
Essa cooperação é resultado das conversas entre os presidentes Lula e Donald Trump e faz parte de uma agenda conjunta iniciada em janeiro, com foco na Tríplice Fronteira. O Brasil vai compartilhar, em tempo real, informações do sistema da Receita Federal chamado Desarma. A troca de dados será sobre armas, munições, peças e explosivos que chegarem dos estados dos em portos e aeroportos brasileiros e vice-versa.
Registros recentes desse programa mostram que já foi apreendida mais de meia tonelada de peças de armas vindas principalmente da Flórida escondidas e com declarações falsas. Embora o foco do sistema seja armas, ele também funciona para o rastreamento de entorpecentes.
Esse compartilhamento de informações entre os dois países já permitiu identificar vários tipos de método de ocultação, como drogas camufladas em embalagens de produtos comuns, como ração animal, enviadas por meio de remessa postal. Um balanço do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, mostrou que a Polícia Federal apreendeu mais de 1,5 mil kg de entorpecente só nos três primeiros meses deste ano.
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