Três coronéis da Polícia Militar de São Paulo vão julgar o Tenente-Coronel PM Geraldo Neto pelo assassinato da mulher, a também PM Gisele Alves Santana. O processo administrativo foi aberto pela corporação e pode resultar na expulsão do policial. Eles foram nomeados no dia 31 de março pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico. São eles: o Coronel da PM Adalberto Gil Lima Mendonça e a Coronel Mariza de Oliveira, ambos do Comando de Policiamento da Área Metropolitana, e também o Coronel Carlos Alexandre Marques, do Centro de Operações da Polícia Militar.
Dentre as sanções possíveis, o tenente-coronel acusado de feminicídio, que hoje está na reserva, pode perder a pensão que recebe por mês de R$ 21.000. Geraldo Neto foi preso no mês passado por determinação da justiça militar, a pedido da Corregedoria da PM.
Ele responde também na justiça civil, que o tornou, no mês passado, réu por feminicídio e também por fraude processual. A PM Gisele Alves Santana foi morta no dia 18 de fevereiro no apartamento em que morava com o tenente-coronel.
Relembre
Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça. O marido alegou que ela havia cometido suicídio, mas laudos feitos pelo Instituto Médico Legal, depois da exumação do corpo, apontaram lesões no rosto e no pescoço da policial. Além disso, a família de Gisele alega que ela vivia um relacionamento abusivo.
Mensagens trocadas pelo casal, obtidas pela polícia, mostram que Geraldo Neto a classificava como uma 'fêmea beta', obediente e submissa, termos relacionados a comunidades misóginas que defendem que mulheres são inferiores a homens. A transcrição de um áudio de Gisele revela ainda que ela havia sido agredida pelo PM dias antes do crime e que não queria mais ficar com ele.
O término do relacionamento foi o que motivou o assassinato, segundo as investigações.
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