A CPI do crime organizado ouviu, nesta quarta-feira (8), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Ele foi convidado pelos senadores para falar sobre a atuação do BC em relação ao escândalo do Banco Master.
Além do presidente do Banco Central, estava prevista também a presença do seu antecessor, Roberto Campos Neto, mas ele não compareceu depois de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que transformou a convocação em convite.
A CPI do Crime Organizado termina na próxima terça-feira (14). O relator, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, tentou prorrogar esse prazo por mais 60 dias, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, negou o pedido.
Na audiência desta terça-feira (8), o atual presidente do Banco Central lembrou que, quando a liquidação do Banco Master foi decretada, em novembro do ano passado, a instituição comandada por Daniel Vorcaro tinha apenas 10% do valor necessário para pagar os CDBs aos investidores. Contou que participou de uma reunião com Vorcaro, o presidente Lula e alguns ministros em 2024. No encontro, Vorcaro disse que estava sendo perseguido por outros bancos e que, por isso, a instituição estava com problemas de liquidez. O presidente Lula disse então que o Banco Central faria uma análise técnica da situação. Galípolo também explicou que o Banco Central classificou como secretos os documentos da liquidação do Banco Master por oito anos porque existe uma regra estabelecendo esse prazo para evitar futuros processos judiciais de ex-sócios.
"Sigilo de 8 anos sobre liquidação é norma"
Galípolo explicou na CPI do crime organizado que o Banco Central classificou como secretos os documentos da liquidação do Banco Master por oito anos porque existe uma regra definindo esse prazo para evitar processos judiciais de ex-sócios no futuro.
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