Seis em cada dez mulheres cearenses têm medo da violência sexual. É o que revela a pesquisa "Mulher Coragem: os medos e a demanda das mulheres cearenses por segurança".
O levantamento da Ipsos entrevistou mais de 2.000 mulheres de diversas faixas etárias, a partir de 16 anos, em 77 cidades cearenses. O medo é constante: 61% das mulheres se dizem temerosas com a situação da violência sexual. Isso inclui aqueles toques indevidos, a importunação sexual e, claro, o pior deles, que é o estupro. Essa violência ela é mais presente entre as mais jovens, entre 16 e 34 anos, mas não exime o medo nas mulheres mais velhas, a partir de 60 anos também.
A pesquisa também mostrou que 95% das mulheres cearenses têm medo de sofrer algum tipo de violência e mais da metade delas, 51%, já sofreram algum tipo de violência. A mais comum delas é a violência psicológica, aquela travestida de cuidado, aquele grito mais alto, aquele xingamento, aquela desculpa que o homem usa: 'eu estava com raiva, com a cabeça quente'. Isso é violência psicológica e mais da metade das mulheres cearenses já sentiram esse medo e elas dizem que isso acontece por conta da impunidade; ou seja, elas denunciam e não acontece muita coisa.
No Ceará os índices de violência vêm diminuindo e também muitos aparelhos e instituições estão sendo criadas, como a Casa da Mulher Brasileira e a Casa da Mulher Cearense. Ainda assim, o medo é constante.
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