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Ex-presidente do BRB é preso por relação com o Banco Master

Repórter Brasil Tarde

No AR em 16/04/2026 - 12:45

Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (16), o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, na quarta fase da operação Compliance Zero, que apura a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Ele é acusado de participação em um esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de propinas a agentes públicos. São investigados também crimes de corrupção e organização criminosa. 

Segundo o Ministro da Justiça, Wellington César Lima, as investigações estão sob sigilo e novas operações podem ocorrer nos próximos dias. Ele também disse que o governo federal prepara um decreto com foco no combate ao crime organizado. 

Sobre a operação, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Um dos alvos é o ex-presidente do BRB, o Paulo Henrique Costa, que foi nesta manhã encaminhado para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Essa operação foi autorizada pelo Ministro André Mendonça, que é o relator desse caso no STF, porque as investigações, conforme ele cita em sua decisão, indicam que Paulo Henrique recebeu propina do dono do Banco Master, o Daniel Vorcaro. 

O pagamento previa a transferência de imóveis de alto padrão em São Paulo, no valor de R$ 146 milhões, repasses ocultados por meio de empresas de fachada. Em troca, segundo a PF, Paulo Henrique mascarou documentos ou a inconsistência do modelo de negócios do Banco Master com documentos artificiais. Além disso, ele ignorou propositadamente pareceres jurídicos internos e outros alertas também dentro do BRB. 

O outro alvo da operação de hoje é o advogado Daniel Monteiro. Ele é apontado pela Polícia Federal como o articulador desse esquema criminoso. Ele foi preso também nesta manhã em São Paulo. 
Mendonça justifica as prisões, entre outros motivos, pelo risco de interferência nas investigações e tentativa de ocultação de patrimônio. 

A defesa de Paulo Henrique disse que essa prisão é desnecessária, argumenta que o seu cliente não representa nenhum risco para o andamento das investigações. Até a publicação desta reportagem, a TV Brasil não havia conseguido contato com a defesa de Daniel Monteiro até o momento. 

Essa decisão de Mendonça ainda deverá ser referendada pelo plenário da Segunda Turma do STF. 

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Criado em 16/04/2026 - 15:15

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