Em São Paulo, uma série de violações de direitos está ligada à falta de atendimento de saúde em prisões. Quase 80 dos 170 presídios não têm equipe do Sistema Único de Saúde. É o que mostra um relatório produzido por pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência da USP, divulgado nesta quarta-feira (22).
O relatório apresenta uma série de violações dos direitos das pessoas presas no estado de São Paulo. A falta de equipes do Sistema Único de Saúde dificulta o acesso a tratamentos contínuos, tanto de doenças infecciosas, como tuberculose e HIV, quanto em saúde mental.
As pessoas muitas vezes ficam sem medicação. E, nos casos em que precisam de atendimento fora dos presídios, isso frequentemente não acontece por falta de escolta. Em 2025, foram 22 mil atendimentos que deixaram de ser realizados.
O documento relaciona essas condições precárias de atendimento em saúde a uma alta mortalidade nos presídios do estado de São Paulo. Todos os anos, cerca de 500 pessoas presas morrem, muitas de causas evitáveis.
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