Em outra frente da guerra no Oriente Médio, autoridades libanesas e israelenses devem se reunir nesta quarta-feira (22) nos Estados Unidos para continuar as negociações sobre acordo de cessar-fogo no Líbano, que termina no próximo domingo. Embaixadores dos dois países devem se encontrar no Departamento de Estado americano, em Washington. O Líbano espera que negociações diretas com Israel, rejeitadas pelo grupo Hezbollah, possam acabar com a guerra e com a ocupação israelense no sul do país. Na semana passada, autoridades libanesas e israelenses mantiveram conversas diretas pela primeira vez em mais de três décadas, mediadas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
O Líbano foi arrastado para a guerra em 2 de março, quando o Hezbollah disparou foguetes contra Israel em apoio a Teerã. Desde então, mais de 2,2 mil pessoas já morreram no conflito. Na última sexta-feira (17), Donald Trump disse que "proibiu Israel de atacar o Líbano. Mas, apesar do cessar-fogo, Israel continuou a destruir bairros próximos à fronteira, no sul do Líbano, com a justificativa de criar uma zona tampão para proteger as cidades do norte israelense dos ataques do Hezbollah.
A campanha de Israel no sul do Líbano e Gaza tem gerado duras críticas de líderes europeus, com pedidos que vão desde a paralisação completa das vendas de armas para Israel até a sanções a ministros israelenses de extrema direita. Países como a Espanha, a Irlanda e a Eslovênia pediram que a União Europeia revise o acordo de associação de Israel com o bloco, por considerarem que o governo israelense de Benjamin Netanyahu viola o direito internacional com suas campanhas militares. Mas a Alemanha já anunciou oficialmente que se opõe à medida.
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