O Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo após a marinha norte-americana apreender um navio iraniano que teria tentado furar o bloqueio no Estreito de Ormuz. O país prometeu retaliação.
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, participaria de mais uma rodada de negociações com o Irã no Paquistão, mas a mídia estatal iraniana informou que Teerã não deve comparecer à reunião.
O impasse no Estreito de Ormuz continua. Um vídeo divulgado pelo exército norte-americano mostra o momento em que militares interceptaram um navio cargueiro no domingo (19). Segundo o ex-presidente Donald Trump, a embarcação tentou furar um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Golfo de Omã. O comando militar iraniano classificou a ação como pirataria.
De acordo com Teerã, o navio saiu da China com destino ao Irã. Autoridades iranianas afirmaram ainda ter atacado navios de guerra dos Estados Unidos com drones, mas o Pentágono não confirmou a informação.
Na sexta-feira (17), o Irã chegou a anunciar a abertura total do Estreito de Ormuz, mas voltou atrás no dia seguinte, alegando bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos a portos iranianos. No mesmo período, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atirado contra dois petroleiros indianos que transitavam pela região.
Em rede social, Donald Trump criticou a ação iraniana, classificando-a como violação do cessar-fogo e afirmando que os Estados Unidos apresentaram uma proposta de acordo. Ele declarou que, caso não haja aceitação, o país poderá destruir todas as usinas de energia e pontes do Irã.
A China manifestou preocupação com a apreensão do navio e pediu que Estados Unidos e Irã retomem as negociações de paz. As tratativas seguem incertas.
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