O terceiro acusado pela morte do congolês Moïse Kabagambe, que aconteceu em janeiro de 2022 em um quiosque na Barra da Tijuca, foi condenado no Rio.
Brendon Alexander Luz da Silva foi condenado a cumprir a pena de 18 anos e 8 meses em regime fechado.
A participação de Brendon Alexander Luz da Silva no crime foi considerada pelo Tribunal do Júri como extremamente cruel.
A juíza Alessandra da Rocha Lima destacou que, nas imagens das câmeras de segurança que registraram as agressões a Moïse Kabagambe, é possível ver que o acusado imobilizou a vítima por 12 minutos e 40 segundos para que os outros envolvidos pudessem espancá-lo até a morte. Durante o interrogatório, Brendon confirmou ter amarrado a vítima, mas alegou não ter tido intenção de matar.
As agressões a Moïse começaram após a vítima ir até o quiosque para cobrar pagamentos atrasados. Os outros dois réus do caso, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados em março de 2025 a penas que, juntas, somam 44 anos de prisão.
A defensora pública Luciana Mota destacou a desumanização da qual Moïse foi vítima.
“Houve muito mais do que um homicídio e sim uma violação grave, cruel e agressiva dos direitos humanos. Os jurados entenderam que sim, Moïse era um trabalhador, era uma vítima e foi brutalmente assassinado por três pessoas que trataram ele como um animal”.
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