Os deputados estaduais do Rio de Janeiro marcaram para esta sexta-feira (17) a eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). O posto está vago desde dezembro do ano passado, quando o então presidente Rodrigo Bacellar, do União Brasil, foi preso preventivamente pela Polícia Federal acusado de vazamento de informações sobre operações policiais.
Depois, já em março deste ano, ele foi cassado definitivamente em outro processo por abuso de poder. Esta será a segunda tentativa de eleger um substituto de Rodrigo Bacellar no comando da ALERJ. Em março, uma votação foi anulada por decisão judicial, já que na época ainda não tinha sido feita a recontagem de votos para a ocupação da cadeira de deputado aberta com a saída de Bacellar.
Desta vez, a justiça voltou a ser acionada com um novo pedido de suspensão da votação. A alegação era de que a Assembleia deveria esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a crise política no estado. O pedido foi negado.
O comando da Assembleia Legislativa do Rio ganhou maior importância diante da atual situação do governo do estado. O então governador Cláudio Castro, do PL, renunciou em março e o vice-eleito na chapa dele, Thiago Pampolha, abriu mão do cargo no ano passado. A legislação determina que, em casos como esse, o chefe da Assembleia Legislativa assuma o governo. A ausência de um presidente definitivo da casa fez com que o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Couto, assumisse o governo.
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