Serão enterrados nesta quarta-feira os corpos das duas vítimas do ataque a uma escola no Acre.
O ataque a tiros ao Instituto São José, no centro de Rio Branco, aconteceu no início da tarde dessa terça-feira.
O atentado foi cometido por um adolescente de treze anos, aluno da escola, que usou a arma do padrasto para efetuar os disparos. Ele assumiu a autoria do crime e está sob custódia do Estado.
O responsável legal pelo adolescente também foi detido.
Duas servidoras morreram no local: Raquel Sales Feitosa e Alzenir Pereira da Silva. Uma outra funcionária e um aluno de onze anos ficaram feridos, mas sem gravidade.
A Polícia Civil do Acre informou que trabalha com duas linhas de investigação e apura o possível envolvimento do adolescente em grupos que incentivam a violência ou a participação de terceiros no atentado. A pistola usada foi apreendida, e o celular do jovem foi recolhido para perícia.
Segundo o delegado-geral Pedro Paulo Buzolin, o aparelho será submetido à extração de dados para confirmar se o adolescente integra grupos que planejavam ataques ou se o caso foi isolado.
A partir de agora, serão adotados protocolos de segurança em todas as escolas do estado, com detectores de metal e verificação de mochilas e bolsas. As escolas municipais, estaduais e particulares do Acre suspenderam as aulas por três dias.
O Ministério da Educação determinou o envio de uma equipe do programa Escola que Protege, criado em 2024 com o objetivo de fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas. O programa também oferece apoio psicossocial às comunidades escolares.
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