Na guerra contra as drogas, o presidente Donald Trump assinou uma nova Estratégia Nacional Antiterrorismo.
Em um documento de 16 páginas, Trump afirma que os Estados Unidos não permitirão que cartéis, jihadistas ou governos que os apoiam conspirem contra cidadãos americanos impunemente.
A nova estratégia amplia as operações de interdição marítima, o rastreamento financeiro de organizações criminosas e a cooperação internacional de combate a redes ligadas ao narcotráfico e ao terrorismo.
A política de tolerância zero aos cartéis começou em setembro do ano passado, quando os Estados Unidos deram início a uma série de ataques a supostos barcos com drogas no Caribe e no Oceano Pacífico. Foram mais de 50 ataques e cerca de 180 mortos até agora.
No Brasil, organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho poderiam ser enquadradas, de forma unilateral pelos EUA, como grupos terroristas.
O especialista em geopolítica, Ronaldo Carmona ressalta que o Brasil não tem se negado a tratar desse assunto, inclusive entendendo que essas organizações já atuam fora do país. No entanto, lembra que o presidente Trump, de forma geral, tem usado essa agenda terrorista como “um pretexto para intervencionismo nos países, a exemplo da Venezuela”, afirma.
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