O governo anunciou um investimento de R$ 11 bilhões para o programa Brasil Contra o Crime Organizado.
As medidas chegam em um momento em que a segurança pública se tornou a principal preocupação de três em cada dez brasileiros, de acordo com dados do Atlas da Violência 2025.
Hoje, o país tem pelo menos 88 organizações criminosas mapeadas dentro e fora dos presídios.
Para enfrentar essa realidade, o plano prevê investimento direto de R$ 1 bilhão, além de R$ 10 bilhões em linhas de crédito do BNDES para que os estados modernizem suas polícias.
As ações estão divididas em quatro eixos.
O primeiro é a asfixia financeira, que prevê o confisco de bens e o leilão do patrimônio dos criminosos.
O segundo eixo foca na transformação de 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima, com bloqueadores de celular e scanners corporais. O objetivo é impedir crimes dentro das cadeias.
O terceiro pilar busca melhorar a investigação de homicídios, com o fortalecimento das polícias científicas e a estruturação dos Institutos Médicos Legais.
Já o quarto eixo trata do combate ao tráfico de armas e explosivos, com o aparelhamento de delegacias especializadas.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que a estratégia está bem definida e conta com o respaldo da Lei Antifacção, em vigor desde março.
Entre os principais pontos, o ministro destacou as medidas voltadas ao combate da estrutura financeira das organizações criminosas e ao bloqueio do patrimônio bilionário desses grupos.
Segundo Wellington César, o trabalho envolve integração entre Banco Central, Ministério da Justiça, Receita Federal, Polícia Federal e Coaf.
O ministro também afirmou que haverá ampliação das operações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, inclusive em ações nacionais voltadas a operações interestaduais.
De acordo com ele, o objetivo é enfrentar crimes financeiros que ultrapassam fronteiras e divisas estaduais.
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