Os Estados Unidos e o Irã trocaram tiros no Estreito de Ormuz, no incidente mais grave desde o início do cessar-fogo, que completa um mês nesta sexta-feira (8). Imagens divulgadas pela Guarda Revolucionária Islâmica supostamente mostram mísseis sendo disparados pela marinha iraniana contra três destroyers dos EUA, em resposta a um ataque americano contra duas embarcações iranianas.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou que os destroyers saíram ilesos. Segundo ele, as embarcações iranianas foram destruídas e estavam sendo usadas para recompor a marinha do Irã, que ele descreveu como “totalmente decapitada”. Trump também declarou que o Irã deve assinar rapidamente um acordo para encerrar a guerra ou poderá enfrentar uma resposta com mais força e violência.
Após a troca de tiros, o presidente norte-americano afirmou que o cessar-fogo continua em vigor e classificou os ataques americanos como “um tapinha de amor”.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o país ainda não chegou a uma conclusão sobre a mais recente proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos e que a resposta segue em análise.
Enquanto isso, durante uma conferência em Roma, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, alertou que a escassez global de fertilizantes provocada por interrupções no transporte marítimo no Estreito de Ormuz poderá reduzir colheitas e prejudicar o abastecimento de alimentos entre o fim de 2026 e 2027.
Segundo ele, a crise ultrapassou a questão geopolítica e já afeta diretamente o sistema agroalimentar global. Qu Dongyu afirmou ainda que atrasos de poucas semanas na entrega de fertilizantes podem comprometer períodos críticos do crescimento das plantações e reduzir drasticamente as colheitas.
O diretor-geral da FAO destacou África, Ásia e o Oriente Médio como as regiões mais vulneráveis, devido à forte dependência de fertilizantes importados.
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