O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento total do caso do cão Orelha.
O requerimento, de 170 páginas, traz a análise de quase dois mil arquivos, entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos.
Segundo o Ministério Público, o documento atesta que os adolescentes investigados e o cão Orelha não estiveram juntos na Praia Brava, em Florianópolis, no momento em que teria ocorrido a agressão.
Além disso, a exumação do corpo de Orelha teria afastado a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos.
Laudos indicam que a morte poderia estar associada a complicações de uma osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica, possivelmente relacionada a doenças periodontais avançadas.
Sobre a suposta agressão a cães caramelo na região, as provas produzidas teriam demonstrado que os jovens estavam apenas brincando com um cachorro na praia e que não houve qualquer tentativa de afogá-lo no mar.
As imagens também teriam comprovado ser falsa a informação de que um animal foi arremessado para dentro de um condomínio.
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