O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse que não há indícios de um surto mais amplo de hantavírus e que o navio cruzeiro onde os casos apareceram permanece sendo monitorado.
Em coletiva de imprensa conjunta com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Madrid, Tedros afirmou que o número de casos confirmados é de nove, além de dois suspeitos e três mortes. Os passageiros de 23 nacionalidades estão isolados em seus países de origem e sob vigilância das autoridades de saúde.
O diretor-geral da OMS alertou que, mesmo com medidas preventivas rigorosas em vigor, pode haver casos adicionais nos próximos dias ou mesmo na próxima semana. Segundo Tedros, o período de incubação do vírus andino que infectou os passageiros pode chegar a 50 dias.
Sánchez, por sua vez, afirmou que um dos 14 passageiros que ficaram no país antes de a embarcação seguir de Tenerife, nas Ilhas Canárias, para a Holanda para a retirada dos tripulantes e desinfecção, apresentou o resultado positivo para o hantavírus.
Nesta terça-feira (12), um hospital holandês que tratava um paciente com hantavírus colocou 12 funcionários em quarentena preventiva por seis semanas. A unidade de saúde explicou que eles manipularam sangue e urina sem os protocolos atualizados e mais rigorosos, embora o risco de infecção seja muito baixo.
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