O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nessa quarta-feira, acreditar que a guerra com o Irã terminará possivelmente na semana que vem. Trump afirmou também que vai ficar com todo o urânio enriquecido do regime iraniano.
Teerã, por sua vez, anunciou que estava providenciando a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação internacional.
O governo do Irã afirmou que está analisando uma proposta dos Estados Unidos para acabar com a guerra, mas sem solucionar a principal exigência americana, que é a suspensão do programa nuclear iraniano.
O portal de notícias americano Axios informou que os Estados Unidos esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas, citando fontes que afirmam que este é o momento em que as partes estiveram mais próximas de um acordo desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Trump afirmou que os negociadores americanos tiveram conversas muito boas nas últimas horas e que há uma grande chance de encerrar o conflito.
“Se não terminar, teremos que voltar a bombardeá-los sem dó nem piedade”, acrescentou Trump, no mesmo dia em que um caça americano fez disparos contra um petroleiro iraniano que tentou furar o bloqueio em Ormuz.
O Irã anunciou novas medidas para garantir a passagem de navios pelo estreito. Segundo a mídia iraniana, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que, com o fim das ameaças dos agressores e à luz dos novos acontecimentos, será possível uma travessia segura e estável pelo estreito.
No centro de Teerã, multidões saíram às ruas agitando bandeiras iranianas e gritando slogans em apoio à guerra contra os Estados Unidos e Israel. Vários participantes afirmaram que quaisquer negociações devem servir apenas para consolidar os ganhos obtidos durante o conflito, alertando, ao mesmo tempo, contra concessões que possam prejudicar a posição do Irã.
E, pela primeira vez depois de vários dias, as Forças Armadas israelenses retomaram os bombardeios nos subúrbios do sul da capital libanesa, Beirute.
Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, um navio de guerra israelense disparou três mísseis contra um prédio residencial.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, disseram que o ataque teve como alvo um importante comandante do Hezbollah, que teria sido morto.
Aliado do Irã, o Hezbollah respondeu lançando drones armados contra Israel.
Ronaldo Carmona, especialista em geopolítica do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) destaca que a guerra no Irã é um dos assuntos em que Brasil e Estados Unidos têm uma diferença muito grande de posicionamento. Para ele, a guerra vem causando efeitos deletérios para a economia mundial, podendo levar a uma recessão.
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