A advogada Florence Rosa anunciou, na quinta-feira (12), que deixou a defesa de Monique Medeiros no caso da morte do menino Henry Borel. Monique, que é mãe do Henry, foi condenada pelo crime de omissão em relação à tortura sofrida pelo filho e recebeu o chamado perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro pela denúncia por homicídio.
Nas redes sociais, Florence Rosa divulgou uma nota em que explica que o motivo da decisão foi a chegada de um novo profissional à equipe de defesa, o que teria gerado “uma incompatibilidade de estratégias defensivas”.
Após 11 dias de debates, o julgamento do caso Henry Borel terminou na semana passada, mas a disputa judicial continua. O Ministério Público, a assistência de acusação e os advogados do pai da criança, Leniel Borel, entraram com recursos na justiça pedindo a revisão do resultado obtido por Monique.
O perdão judicial é uma ferramenta que permite à justiça deixar de aplicar pena ao réu em situações específicas. O juiz considera tanto o sofrimento físico e psicológico enfrentado pelo réu quanto as circunstâncias do crime. Na sentença de Monique, a juíza destacou que ela já teria sofrido castigo severo o suficiente pela perda de um filho e também pelo que chamou de reação desproporcional da sociedade.
A defesa de Jairo Souza, o padrasto do menino, condenado a 43 anos de prisão, também recorreu da sentença e pede a anulação da decisão. Os recursos serão analisados e podem resultar na marcação de um novo julgamento.
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