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Árbitro somali barrado nos EUA é recebido com festa em seu país

Repórter Brasil Tarde

No AR em 10/06/2026 - 12:45

O árbitro de futebol somali Omar Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos para apitar jogos da Copa do Mundo, foi recebido com festa em Mogadíscio, capital do país. E deu demonstrações de estar conformado com a situação.

Eleito o melhor árbitro africano de 2025, Artan estava prestes a se tornar o primeiro somali a apitar jogos de uma Copa do Mundo, mas foi barrado no aeroporto de Miami ao desembarcar de um voo da Turquia. Ele foi considerado inadmissível devido a preocupações não especificadas durante a verificação de antecedentes, justificou a Alfândega e Proteção de Fronteiras. A agência não deu mais detalhes, afirmando apenas que as decisões sobre a entrada de estrangeiros no país são tomadas caso a caso, com base nas informações de segurança e imigração disponíveis no momento. 

O governo da Somália lamentou a decisão e afirmou ter tentado negociar com os Estados Unidos e a FIFA para que o árbitro pudesse participar da Copa. Ao chegar a Mogadíscio, Artan disse que o que aconteceu, aconteceu, e que foi o destino. Ele agradeceu o apoio da FIFA e pediu aos torcedores somalis que não desanimassem por causa disso. Durante uma partida amistosa no estádio da capital, jogadores e torcedores manifestaram solidariedade ao juiz. A política de imigração do governo Donald Trump tem sido motivo de preocupações desde o ano passado, quando Washington impôs uma ampla proibição de viagens a cidadãos de 12 países, incluindo a Somália.

Nessa terça-feira (9), o serviço de imigração submeteu a constrangimentos os jogadores da seleção do Senegal. Eles tiveram que passar por uma rigorosa revista com detectores de metal ainda na pista do Aeroporto Internacional na Carolina do Norte. A delegação minimizou o caso e disse que a revista seguiu os padrões de segurança e acelerou o desembarque.

Os jogadores da seleção do Irã, que também enfrentou problemas com a imigração, com cancelamentos de vistos e retirada de ingressos a que cada país participante da Copa tem direito, se encontraram com torcedores à saída do hotel em Tijuana, no México, onde a equipe passou a se hospedar depois das restrições impostas pelos Estados Unidos. 

Na capital mexicana, a polícia bloqueou uma marcha de professores que se dirigia ao estádio da Cidade do México, que sediará a abertura e o primeiro jogo da Copa nesta quinta-feira (11) entre mexicanos e sul-africanos. Os manifestantes exigem diálogo com o governo sobre pensões, salários e reformas no setor da educação. Os veganos também aproveitaram a visibilidade da Copa para defender a causa.

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Criado em 10/06/2026 - 17:15

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