Nesta segunda-feira (29), em São Paulo, começou a audiência de instrução do processo que investiga a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A etapa marca o início da fase de depoimentos de testemunhas de acusação e defesa do réu Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual.
As audiências desse caso acontecem no Fórum Criminal de São Paulo, que fica na Barra Funda. Começam hoje e vão até a próxima sexta-feira. Nesse primeiro dia, a audiência é online e nos demais dias acontece de forma presencial. No total, são 40 testemunhas de acusação e defesa.
Hoje serão ouvidas sete testemunhas, entre delegado, peritos, policiais militares e até uma vizinha do apartamento onde Gisele foi baleada. O réu só será ouvido na sexta-feira (3).
O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro, no bairro do Brás, região central de São Paulo. A PM Gisele Alves Santana foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel da PM. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu horas depois. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto afirmou que estava no banheiro quando ouviu o disparo.
Inicialmente, o caso foi denominado como suicídio, mas depois passou a ser tratado como morte suspeita. Vieram à tona relatos de assédio e agressões cometidos pelo tenente-coronel. Durante as investigações, foram feitas análises periciais, reconstituição da cena do crime e até exumação do corpo de Gisele. O novo laudo encontrou lesões no rosto e no pescoço da vítima. A justiça civil tornou Rosa Neto réu por feminicídio e fraude processual. Ele foi preso preventivamente em março.
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