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Copa do Mundo - O protagonista tem nome: Donald Trump

Repórter Brasil Tarde

No AR em 17/07/2026 - 12:45

A Casa Branca confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai comparecer ao estádio de Nova Jersey, que recebe, no domingo (19), a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina. Será o ato final de um evento do qual ele foi protagonista desde antes mesmo de a bola rolar.

A Copa de 2026 entrou para a história por ter sido a primeira sediada em três países. Mas Canadá e México foram apenas coadjuvantes dos Estados Unidos, que sediaram 75% dos jogos do torneio. Mais que isso, os holofotes quase sempre foram puxados por Donald Trump.

O presidente dos Estados Unidos recebeu, em dezembro do ano passado, antes do sorteio dos grupos, um troféu inédito: o Prêmio da Paz da Fifa, criado para ele. O presidente da entidade, Gianni Infantino, nunca deixou muito claros os critérios para a entrega do prêmio. E os dois, Infantino e Trump, caminharam juntos por muito tempo. Antes e durante a Copa. A demonstração mais clara dessa amizade veio antes das oitavas de final, quando Trump confirmou que falou com Infantino e pressionou pelo cancelamento da suspensão do atacante Balogun, destaque da seleção dos Estados Unidos, que tinha sido expulso na partida da fase anterior e deveria ficar fora da partida contra a Bélgica.

Trump chegou a questionar a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus, que mostrou o cartão vermelho, e disse que ele era suspeito. Nada ficou comprovado, e Claus recebeu apoio das principais entidades do futebol. Balogun jogou, e não evitou a derrota dos Estados Unidos para a Bélgica e a eliminação da seleção norte-americana da Copa.

As decisões de Trump também tiveram impacto direto na participação do Irã na Copa. Em meio à guerra iniciada em fevereiro, a seleção pagou a conta. O time jogou suas três partidas nos Estados Unidos, mas não foi autorizado a se hospedar lá, e teve que se concentrar no México. Os jogadores chegavam às cidades das partidas em cima da hora.

Parte da delegação não conseguiu vistos nem mesmo para isso, e não pôde entrar em território norte-americano. Depois de três empates em três jogos, a equipe foi eliminada. E reclamou da falta de condições justas para competir. Os torcedores iranianos também foram diretamente prejudicados.

A Federação de Futebol do país disse que os cidadãos do país tiveram a cota de ingressos retirada pelos Estados Unidos poucos dias antes de a bola rolar. Dirigentes de outros países, como Senegal e Costa do Marfim, também denunciaram que os ingressos e vistos foram cancelados, e que só torcedores que vivem nos Estados Unidos puderam assistir os jogos.

E por falar em ingressos, um problema foi comum a torcedores de todo o mundo: o preço das entradas. Pela primeira vez na história, a Fifa criou uma espécie de preço dinâmico, amparada pela legislação dos Estados Unidos. Quanto maior o interesse, maior o preço. Torcedores pagaram dezenas de milhares de reais por entradas de partidas desde a primeira fase. No mata-mata, os preços só subiram. Para a alegria de Trump, que comemorou a lotação quase completa dos estádios e os recordes em faturamento da Fifa.

Teve mais gente que não pôde participar da festa por causa das decisões tomadas pelo governo Trump. Omar Artan, que seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma Copa, teve o visto negado e teve que deixar os Estados Unidos. Artan, que foi eleito o Árbitro do Ano na África em 2025, foi recebido como herói no país de origem.

Mas não foi apenas Trump que usou a Copa do Mundo como plataforma para expor seus posicionamentos. Políticos de outros países também mostraram quem são. Foi o caso da senadora paraguaia Celeste Amarilla e do ex-presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, que cuspiram preconceito e atacaram a seleção da França e a ascendência de parte de seus jogadores, incluindo o craque Mbappé.

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Criado em 17/07/2026 - 15:35

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