As denúncias de violência contra crianças e adolescentes no Brasil mais do que dobraram nos últimos cinco anos. Os dados são do Sistema de Informações e Agravos de Notificações (Sinan), do Ministério da Saúde.
Os dados do Sinan foram analisados pela Associação Paulista de Desenvolvimento da Medicina e divulgados essa semana. Foram 73 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes registradas no ano de 2020, contra 165 mil registros no ano passado. A maior parte das denúncias foi registrada por meninas, com 62% dos casos, contra 38% de meninos.
Violência sexual foi a queixa mais frequente, com 34% dos casos, seguida de perto por negligência e abandono e por violência física. E na análise por faixa etária, os adolescentes apareceram como vítimas em 43% dos casos, seguidos de crianças até seis anos e, em menor número, das crianças de 7 a 12 anos. As denúncias aumentaram em todas as regiões do país.
Para os pesquisadores, os resultados mostram a importância de se treinar os profissionais de saúde para identificar mais rapidamente sinais de violência, além da necessidade de ações de prevenção aos casos de violência voltados para a família e para a comunidade.
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