A Polícia Federal (PF) concluiu a primeira parte das investigações da Operação Sem Desconto sobre os desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 48 pessoas foram indiciadas. A Polícia Federal apresentou o inquérito ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator das investigações. Agora, o resultado dessa primeira fase da operação será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por apresentar a denúncia, pedir o arquivamento do caso ou solicitar novas diligências. Entre os indiciados está o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso preventivamente desde o ano passado.
De acordo com a PF, Stefanutto se utilizou do cargo para blindar o acordo de cooperação técnica da Conafer. Em troca, teria recebido propinas mensais que alcançaram 250 mil reais. Outro acusado foi o lobista Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Ele foi apontado como o operador do esquema dos descontos ilegais nas contas de aposentados e pensionistas. O ex-presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Lopes, foi considerado pela PF como um dos líderes da organização criminosa.
A Conafer é suspeita de desviar mais de R$ 700 milhões das folhas de pagamentos dos beneficiários do INSS. Cícero Marcelino, também ligado à Conafer, foi acusado de ser o operador financeiro do ex-procurador do INSS, Virgílio Ribeiro Filho, foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Já o deputado federal licenciado Euclydes Marcos Pettersen Neto foi acusado de apoiar indicações de procuradores e diretores para garantir a manutenção das fraudes no Congresso Nacional.
O caso começou a ser investigado em abril de 2025. A estimativa da Polícia Federal é que cerca de R$ 6 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
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