O Brasil vai ser o anfitrião, novamente, de um torneio mundial de futebol. Estamos na contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina em 2027.
A menos de um ano do torneio, preparações e oportunidades de negócios foram discutidas na Confut-USA, que termina nesta sexta-feira (17) nos Estados Unidos.
A identificação do Brasil com futebol é histórica. Apesar dos resultados recentes e pouco animadores da seleção masculina, as mulheres da seleção assumiram a posição de favoritismo mundial. Mas, além da atuação em campo, há uma expectativa no Brasil em sediar novamente um evento grandioso. As possibilidades de expandir o turismo durante o torneio mundial e de deixar um legado para além dos jogos disputados, foram debatidas essa semana durante a conferência de futebol em Nova Iorque.
O Confut-USA teve a presença da TV Brasil como mídia parceira. Desde 2024, a emissora transmite os campeonatos brasileiros, femininos e as fases finais dos torneios de base sub-17 e sub-20.
“Eu acho importantíssimo que a empresa tenha se tornado um agente dessa conversa sobre futebol feminino. Que a gente possa estar aqui na última semana da Copa para falar sobre futebol feminino e posicionar a empresa, a comunicação pública nessa conversa”, afirma Antônia Pellegrino, diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Oito capitais vão receber os jogos do mundial do ano que vem. Uma oportunidade de crescimento do turismo nessas cidades e de ampliar a imagem do Brasil no exterior. Para o diretor da Embratur, Roberto Gevaerd, “o mais legal é que a gente está apresentando não só o que a gente está preparando para 2027, mas também o impacto econômico da Copa para movimentar mais de R$ 8,8 bilhões, geração de mais de 70 mil empregos, enfim, uma atividade econômica muito importante e olhar na perspectiva do turismo central para que essa estratégia dê certo”.
O que essa copa quer deixar de herança envolve resultados dentro e fora de campo. Além de melhoria na logística de trânsito, transportes e de estádios, também há a possibilidade de projeção de ídolos no futebol feminino, algo que impacta diretamente meninas e mulheres. É o momento, ainda, de colaborar para a inclusão delas e para a igualdade de oportunidades.
“Sem dúvida nenhuma é uma oportunidade de alavancar ainda mais o futebol feminino para todos os parceiros comerciais, de mídia, e que a gente possa estar consolidando o nosso produto através dessa Copa”, diz Aline Pellegrino, ex-jogadora de futebol.
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