O Banco de Brasília (BRB) pode ter acumulado até R$ 6 milhões em multas por não divulgar, dentro do prazo, os balanços financeiros referentes ao ano passado. Por lei, os documentos deveriam ter sido entregues em abril. O BRB é investigado pelo envolvimento em supostas transações fraudulentas e irregularidades na tentativa de compra do Banco Master.
O BRB figura em uma lista de 11 companhias abertas consideradas inadimplentes por não enviarem no prazo o balanço financeiro. O informe foi divulgado na sexta-feira (3) pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A multa é de R$ 1.000 por dia. Já a punição prevista pelo Banco Central é bem mais severa. O desembolso pode chegar a R$ 100 mil diários.
Embora o atraso na entrega do balanço já passe de 90 dias, as penalidades são limitadas a 60 dias. Portanto, o valor somado de eventuais multas já ultrapassa R$ 6 milhões. Além disso, se a infração passar de 12 meses, o banco fica sujeito a ter o registro suspenso para negociações em bolsa e tem o nome incluído em uma lista de devedores.
Em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, no mês passado, o presidente do BRB, Nelson Antonio Souza, disse que o balanço será entregue após o encerramento de uma auditoria interna do banco. No entanto, ele não deu um prazo para o fim dessa auditoria. Segundo Nélson, resultados parciais foram entregues, sob sigilo, aos órgãos que estão investigando as operações fraudulentas envolvendo o Banco Master. O prejuízo foi estimado em R$ 12 bilhões.
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