Mais eleitores podem votar nas eleições deste ano. São mais de 158 milhões de pessoas aptas a participar da eleição de 2026. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram também que mais mulheres e mais idosos podem ir às urnas.
A escolha dos próximos senadores, deputados federais, estaduais ou distritais, governadores e presidente da República está se aproximando. O primeiro turno será no dia 4 de outubro. Se houver, o segundo turno será no dia 25 de outubro.
“Eu faço questão de ir lá votar. Por questões de trabalho acabo me mudando, sempre transfiro o título, voto em trânsito, mas não deixo de ir”, diz o bancário Severino Vidal.
De acordo com o advogado Vitor Magno Julio Costa, “o direito de voto, além de uma obrigação do cidadão, é um exercício da cidadania, você garantir que possa exercer seu direito de optar quem vai liderar o país, quem vai tomar decisões em favor da população, sempre bom manter essa parcela ativa e votando”.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o país ganhou mais de 2,2 milhões de eleitores desde 2022, crescimento de 1,46%. A região Norte registrou o maior crescimento proporcional do país, com alta de 4,37%. Foram quase 549 mil novos eleitores. Entre os estados, os maiores aumentos ocorreram em Roraima, Tocantins e Mato Grosso.
Além do aumento no número de eleitores no geral, os dados revelam que o voto feminino ainda é maioria. Elas representam 53% do eleitorado, mais de 83 milhões de mulheres. Houve crescimento também no número de eleitores idosos.
Na faixa etária dos eleitores com 60 anos ou mais, houve crescimento de mais de 4,5 milhões de pessoas. A Monica tem 76 anos e, mesmo não sendo mais convocada a votar, faz questão de ir às urnas. “Eu acho que saúde seria fundamental, não só propaganda sobre saúde, efetivamente, ter um projeto de saúde. Educação, desde pequenos, acho que é bem importante, sem tanta propaganda política, gastem mais em projetos bons em vez de dizendo eu sou maior”, comenta a aposentada Monica Reinisch.
Já a participação dos jovens adultos entre 21 e 34 anos perdeu quase 2,8 milhões de eleitores. Chama atenção ainda o número de brasileiros aptos a votar no exterior, que cresceu mais de 31% em quatro anos, totalizando 919 mil eleitores.
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