Agentes do Ministério Público do Rio fizeram, nesta quinta-feira (9), uma operação contra um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole. A autarquia é vinculada ao governo do Rio e foi criada em 2018 para coordenar o planejamento urbano do estado. Foram denunciadas 11 pessoas. Seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão foram expedidos.
A denúncia do MP aponta que os 11 acusados desviavam dinheiro público por meio de contratos firmados pelo Instituto Rio Metrópole, um órgão do governo do estado vinculado à Secretaria Estadual de Governo. O instituto foi criado em 2018 para monitorar um plano de desenvolvimento urbano na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Segundo o MP, o esquema movimentou cerca de R$ 86 milhões entre 2022 e 2026. Parte desse valor, cerca de R$ 4 milhões, foram lavados através de uma ONG que fica em Teresópolis, na região serrana. Cerca de R$ 3 milhões foram sacados da conta dessa ONG em espécie em bancos do Rio de Janeiro e de Teresópolis.
Seis agentes públicos foram presos hoje preventivamente. Entre eles, Davi Perini Vermelho, atual presidente do IRM, e Marcelo Lopes da Silva, procurador do estado à frente da procuradoria-geral do IRM. Além de Franquis Nepomuceno, diretor do instituto e delegado da Polícia Civil.
Os denunciados vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e contratações e lavagem de dinheiro.
Em nota, o governo do estado do Rio afirma que, “A operação realizada hoje pelo Ministério Público é fruto de um trabalho conjunto entre os órgãos do estado. O governo do estado identificou indícios de irregularidades nos contratos, por meio de auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado e o Gabinete de Segurança Institucional no Instituto Rio Metrópole. Assim que os relatórios foram concluídos, o governo do estado encaminhou formalmente o material ao Ministério Público, órgão competente para conduzir investigações criminais”.
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