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Opas alerta para crise sanitária e riscos de surtos em abrigos 

Repórter Brasil Tarde

No AR em 10/07/2026 - 12:45

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) alerta que são vários os riscos para a saúde dos moradores da costa norte da Venezuela, atingida pelos devastadores terremotos do mês passado. Os maiores são interrupções no atendimento médico regular, superlotação em abrigos e falta de acesso à água potável. 

A organização está colaborando com o Ministério da Saúde venezuelano para rastrear quaisquer surtos de doenças respiratórias ou digestivas, especialmente em abrigos montados para os que estão sem casa. O diretor da agência, o brasileiro Jarbas Barbosa, disse que o sistema de saúde do país já apresentava problemas persistentes devido à crise econômica e piorou muito com a tragédia.

Ajuda internacional 

A ajuda aos desabrigados chega de toda parte do mundo. Em Nova York, um restaurante venezuelano se tornou um dos maiores centros de arrecadação de suprimentos médicos, alimentos e outros itens básicos.

O Brasil enviou mais de 80 especialistas para participar da força-tarefa de busca e salvamento. Foi o primeiro país a instalar um hospital de campanha no país vizinho, com a mobilização de 99 militares da área de saúde. Em 10 dias de operação, já foram feitos mais de 1.200 atendimentos. Foram enviados também 100 purificadores capazes de gerar 5.000 litros de água limpa cada um por dia, além de 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos. Empresas privadas brasileiras doaram 150 toneladas de itens de alimentação, saúde e higiene.

A ajuda internacional é coordenada pelas Nações Unidas, que tem no Programa Mundial de Alimentos um dos principais braços de distribuição do que é arrecadado para as famílias alojadas em tendas.

Busca por corpos

Dezesseis dias depois dos terremotos, equipes de resgate e moradores de La Guaira continuam hoje a escavar os escombros, agora em busca de corpos e não mais de sobreviventes. Elena Paredes disse que finalmente recuperou os corpos da filha e da mãe, cavando montes de entulho com as mãos e auxiliada por vizinhos, depois de dias de espera em vão por equipes de resgate oficiais. "Não há ajuda de ninguém aqui", disse ela. 

As autoridades venezuelanas atualizaram o número oficial de mortos para 3.889, com 16.740 feridos e 17.907 desabrigados.
 

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Criado em 10/07/2026 - 16:15

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