Agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) fizeram nesta quinta-feira (16) uma operação contra um esquema fraudulento de licitações públicas. Os principais alvos da operação são um deputado estadual e um vereador de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Os principais alvos da operação são o deputado estadual Rafael Nobre e o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo, conhecido como Magrão Nobre, ambos do partido União Brasil. Foram apreendidos R$ 21 mil na casa de Rafael Nobre e R$ 45 mil na casa de Magrão Nobre. A Justiça também autorizou mandados de busca e apreensão nos gabinetes dos parlamentares na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara Municipal de São João de Meriti. Rafael Nobre e Magrão Nobre são investigados por envolvimento em fraudes em licitações.
De acordo com o Ministério Público do Rio, o grupo usava empresas em nomes de laranjas e documentação falsa para vencer licitações de forma irregular. O foco principal era o fornecimento de alimentação para órgãos municipais, hospitais e escolas e os contratos fraudulentos teriam sido firmados com as prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense. Foram identificados pelo menos 45 contratos, que somam cerca de R$ 350 milhões. O esquema teria começado em 2017, quando Rafael Nobre ainda era vereador em Nilópolis.
Ao todo, o Ministério Público do Rio denunciou 10 pessoas por envolvimento no esquema criminoso. O MPRJ requereu à Justiça a perda dos mandatos do deputado estadual e do vereador e a devolução de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos. Os envolvidos ainda podem responder por organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Em nota, a Alerj informou que está à disposição para colaborar com as investigações. A defesa de Rafael Nobre diz que a inocência do deputado estadual será provada. Já a Câmara de São João de Meriti disse que colaborou com a ordem judicial e segue à disposição das autoridades.
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